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Instalações primitivas (1796)

A história da "origem e princípio" do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real está relatada num códice, feito a partir de 1806. Seguindo o relato nele inserido, em 1796, sendo ainda provedor da Santa Casa da Misericórdia o irmão Joaquim José da Silva de Barbosa e Sousa, "quando se projectava segurar a existência da Misericórdia pela cobrança da sua maior dívida, [que era] do excelentíssimo bispo de Bragança", resolveu a Mesa da Misericórdia levantar um hospital, de que tanto precisava, pois era do conhecimento de todos falecerem os pobres miseráveis debaixo dos arcos, e ruas de Vila Real. Sem os recursos necessários para concretizá-lo a não ser "a confiança na Divina Providência", mandaram afixar um edital pelo qual a Santa Casa da Misericórdia recolheria os enfermos que o suplicassem, sendo admitido um enfermo, "quando nada havia, nos altos da casa da viúva [Joana Clara] de João Guedes, serralheiro, atrás da Misericórdia", que para o efeito foram alugados.

Com esta primeira iniciativa, concretizada em 13 de Março de 1796, estava criado aquilo que chamaríamos o esboço de um hospital (Março a Outubro de 1796). Ao primeiro doente, seguiram-se outros quatro, já que, no espaço alugado, a Santa Casa da Misericórdia podia "assistir com pasmosa vigilância, cuidado, asseio, e prontidão" a cinco doentes.

A assistência e a administração desta primeira instituição de socorro aos desvalidos e doentes de Vila Real estava entregue a dois mordomos, um da classe dos irmãos nobres e outro da classe dos irmãos misteres, sendo este responsável pela aquisição de tudo o que era necessário para o hospital.

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